Um testemunho de como é possível destruir esta terrível doença e ser FELIZ!

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Sábado, 5 de Julho de 2008

Sobretudo medo

Estou a passar a melhor fase da minha vida, não me falta rigorosamente nada. Os meus pais estão bem, juntos, vou entrar no curso que mais quero, estou rodeada de Amigos que me adoram, encontrei um rapaz que me quer e faz tão bem e quase que nem sinto a doença (quase que só há hora das refeições) e por mais estranho que pareça não me sinto feliz. Há qualquer coisa que prende e impede. Um medo que paralisa.

Encontrei alguém que gosta de mim, estou a passar momentos únicos com essa pessoa e não consigo sentir-me feliz! Isto dá-me tanta raiva. Porquê tanto medo? Por que não acredito nas coisas boas que me segreda? Por que me sinto à beira das lágrima quando me aperta e protege com aqueles braços fortes? Por que não consigo gostar dele da mesma maneira e que ele merece? Por que não acredito numa única palavra de ternura? Porquê tanto medo, tantos pensamentos melindrosos que me gastam? Quero tanto sentir-me preenchida e livre… Isto desgasta-me, sinto-me muito abatida. Preciso de passar uma noite tranquila, mas nem isso consigo, há tempo de mais. Estou esgotada. Ele não merece. Nem eu, pois...

 

 

Parabéns pelo 21º dia controlada

 

Ele nem me conhece... como pode dizer que gosta de mim? Ai as dúvidas... também elas me desgastam.

Pára por favor!

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Sobretudo medo

Olha-me,

Aperta-me. 

Tira-me o frio,
Leva o medo.
 
Ouve o meu abraço
Sente o meu silêncio
Encontra o meu sorriso.
 
Dá-me.
Não me tires.
Agradeço.
 
Quero sentir.
Entrego-me primeiro.
 
 
 
Por que sou tão desconfiada e não consigo acreditar no que me dizes?
Por que não me sinto feliz se me dás razões para isso?
Por que tenho tanto medo? Porque me apetece chorar quando nos abraçamos?
Trata bem de mim. Tratas?Jura, por favor!
Sou uma flor que começa a dar os primeiros rebentos, por isso preciso que sejas tolerante e gentil. Tenho medo do poder que tens sobre mim. Já reparaste como sou frágil e tu tão robusto?

Abraça-me bem

Levantas o teu corpo cansado do chão
Afasta esse peso que te esmaga o coração
Abres uma janela e pergunta-te quem és
Respiras mais fundo e enfrentas o mundo de pé

Eu venho de tão longe e procuro há mil anos por ti
Estendo a minha mão até te sentir
Não sabemos nada do que somos nós
Mas sabemos tanto do que muda por não estarmos sós

Abraça-me bem

Levantas os teus olhos para me olhar assim
Procuras cá dentro onde me escondi
E eu tenho medo, confesso, de dar
O mundo onde guardo tudo o que mais quis salvar

Tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto
Não há como saber se o caminho é o certo
Só pode voar quem arriscar cair
Só se pode dar quem arriscar sentir

Abraça-me bem

Mafalda Veiga

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Tive uma anorexia nervosa com crises bulímicas tratada e cuidada no HUC, onde ainda estou a ser acompanhada. Consegui atingir todos os meus objectivos, sou feliz e deixo aqui o meu testemunho em como é POSSÍVEL acabar com todo o sofrimento e dor que esta doença me trouxe.

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