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Domingo, 16 de Março de 2008

Quem disse que era fácil?

Não é fácil não... Mas quem disse que era?!

 

Ontem à noite não conseguia dormir. Pensei que fosse dos cafés que bebi até às 13h. Mas a verdade é que tremia porque estava com fraqueza. Não queria acreditar. Recusava-me a ir comer. Tinha sido a festa de aninhos da minha afilhada linda. Comi 2 empadas quando cheguei, depois de cantar os parabéns comi o bolo de anos de chocolate (deliciosooo) e ainda repeti mas tive de ir deitar fora. Às 21h comi ainda caldo verde. Foi a carne das empadas, todo aquele açúcar e chocolate horroroso do bolo e a batata da sopa! O suficiente para não me autorizar a comer há 1h.

Enquanto tremia de fraqueza comecei  a pensar que precisava de perder peso e que se quisesse conseguia voltar a fazer a minha dieta. Tive vontade de chorar não queria dar ouvidos àqueles pensamentos doentios e não me queria render à comida. Mas pensei: "Afinal o que é que quero? Aproveitar os meus quase 20 anos com tudo o que há de bom para se viver ou viver presa numa luta sem sentido que só me traz infelicidade?" A resposta veio naturalmente. Levantei-me, fui comer e adormeci.

Estaria a mentir se dissesse que não tive medo, que não me senti nervosa e que dormi como um anjinho. Mas só me interessa que quando  caio levanto-me de cabeça erguida e não me massacro com sentimentos auto-destrutivos que não me deixam continuar a caminhada.

 

Mas nem tudo está bem... Hoje menti ao meu pai disse que ia beber café com as minhas Amigas e fui para casa descontrolar-me. Embora a vontade de estar com elas fosse grande a vontade de me descontrolar era maior. Sinto vergonha do que fiz. Menti e dei ouvidos à parte insana da minha cabeça.

Tenho andado bastante descontrolada e não tenho saído tanto como devia. Tenho medo de me estar a desviar do caminho, tenho medo de engordar, tenho medo de não passar a B. e a I., tenho medo de não aguentar muito tempo sem grandes resultados.

 

Não quero que estas inseguranças me detenham! Sei o que quero e tenho a certeza do que não quero. Não quero nunca mais voltar a sentir o que senti nas férias do Verão por isso não posso andar para trás.

Sinto-me: desanimada
Publicado por Aninhas às 22:26
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De cris a 17 de Março de 2008 às 15:32
Olá Aninhas,
Não desanimes. É muito complicado conseguirmos resistir à doença. É muito complicado resistir à vontade de nos "enterrarmos" na comida. Só nós que sentimos isso sabemos o como é impossível resistir, mesmo sabendo que estamos a fazer mal.
Mas tens que manter esse pensamento de que, mesmo quando cais, voltas a levantar-te com a cabeça erguida.
Uma coisa que escrevi ontem no meu blog e que me tenho vindo a aperceber, é que devemos afastar os pensamentos de revolta. Muitas das vezes, quando tinha (espero não estar a mentir ao falar no passado...) crises, a seguir sentia uma revolta muito grande. Chegava mesmo a sentir mesmo raiva de mim, ou da situação, não sei... Mas a verdade é que isso nos faz ficar nervosas, e não nos deixa ter a tranquilidade e serenidades necessárias para escolher o caminho certo. Muitas vezes as crises podem ser evitadas se nos conseguirmos acalmar e conseguirmos reflectir se há alguma vantagem em ceder à crise.`Normalmente numa altura de descontrolo (tal como o nome indica) estamos demasiado nervosas para ver as coisas. Nessa altura não podemos ouvir o nosso corpo (porque na realidade não é ele a falar) e devemos fazer o que sabemos estar certo, mesmo sem SENTIR que é isso que está certo. Ao fim de algum tempo, quando nos acalmamos, já conseguimos sentir que era mesmo isso que estava certo.
É muito dificil conseguir fazer isto. Eu consigo às vezes, esforço-me por conseguir, mas há outras vezes em que não sou capaz. Mas continuo a lutar.
Por isso, tenta deixar no passado estas últimas crises e pensa no próximi minuto como um minuto completamente novo, em que estás a iniciar a luta. Não fiques agarrada aos maus momentos nem deixes que eles condicionem o que vem a seguir.

Eu conheço be, o teu sofrimento. Quem dera que não conhecesse. Neste momento, se estivesse junto de ti, dava-te um abraço, para sentires que não estás sózinha. Sente esse abraço e nunca desistas da cura. Tenho a certeza (pelo que tenho acompanhado até agora) que vais conseguir.
E, tal como a AB diz, procura a ajuda dos teus médicos. Não desistas nunca de ti!
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Tive uma anorexia nervosa com crises bulímicas tratada e cuidada no HUC, onde ainda estou a ser acompanhada. Consegui atingir todos os meus objectivos, sou feliz e deixo aqui o meu testemunho em como é POSSÍVEL acabar com todo o sofrimento e dor que esta doença me trouxe.

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