Um testemunho de como é possível destruir esta terrível doença e ser FELIZ!

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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

A vida que eu levo

O que era de mim sem este cantinho... (Falando do último post) Precisava mesmo de desabafar e pôr cá para fora tudo o que sinto sem preconceitos e sem medos. Precisava também imenso de ouvir essas palavras de conforto. É muito duro aguentar isto sozinha, mas com TODO o vosso carinho consigo arranjar forças para continuar os estudos. Muito mas mesmo muito OBRIGADA!

Ontem fiz frequência e não sei como consegui que isto não me afectasse. Felizmente que correu bem, mas a luta continua. Continuo sem conseguir dormir, sinto-me inchada, ando borbulhenta, doem-me os olhos e a cabeça e muito me esforço para não chorar e sorrir quando vou às aulas. Aqueles meninos são incríveis, são muito queridos e fazem-me muito bem.

Estive a fazer contas e apercebi-me que apenas passo 8,5h por semana "com pessoas", sem contar com os meus pais, claro. Por isso era um disparate não fazer um esforço para "estar bem" junto delas. É triste esta "vida"...

Mais uma coisa, não quero que pensem que julgo os meus pais pelas atitudes deles. Só eu sei como os compreendo. Não me sinto  triste apenas por ser "atacada" por eles, mas por ver o quanto sofrem por minha causa e não ser capaz de mudar e dar-lhes uma vida normal. 

Tudo aquilo que conto aqui é aquilo que não posso contar a mais ninguém. Os meus pais são pessoas maravilhosas que me adoram e me querem ver boa, mas sentem-se impotentes e isso revolta-os.

Sinto-me: abatida
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Publicado por Aninhas às 12:08
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13 comentários:
De AB a 5 de Dezembro de 2007 às 16:21
Fernando Veludo/PÚBLICO (arquivo)
Cont...

A terapia continua a ser principal arma de combate e a família o maior aliado. "A família é o principal motor da recuperação", sublinha Dulce Bouça. Pedro Monteiro avisa: "O foco da nossa atenção não pode ser só o peso e o corpo, mas toda a personalidade. Temos de intervir na relação do doente consigo mesmo, com a família e com os seus pares".

Não há nenhum medicamento específico capaz de fazer reverter a doença, mas, por vezes, é necessário recorrer a fármacos, como antidepressivos, para, por exemplo, regular o sono. O internamento também é um caminho possível para os casos em situação limite. No Maria Pia, apenas cerca de 10 por cento dos casos necessitam de internamento.

Percentagem elevada de cura

Porém, seja em que fase for, quando o tratamento começa, já há danos no organismo. Alguns poderão até ser corrigidos com o tratamento adequado, outros podem revelar-se irreversíveis. "Há períodos críticos na fase de desenvolvimento. Na infância e na adolesc
De AB a 5 de Dezembro de 2007 às 16:24
cont....
"Percentagem elevada de cura

Porém, seja em que fase for, quando o tratamento começa, já há danos no organismo. Alguns poderão até ser corrigidos com o tratamento adequado, outros podem revelar-se irreversíveis. "Há períodos críticos na fase de desenvolvimento. Na infância e na adolescência, temos de maturar e diferenciar todos os sistemas de órgãos. A massa óssea, por exemplo, faz-se nesta altura. A partir daí, não importa o cálcio que se tome, nunca mais faremos osso. Há crianças que nos chegam já com osteoporose. A estatura é outra coisa que se perde", nota Helena Mansilha, concluindo que "todos os órgãos são afectados". O que mais assusta os doentes, diz, são as eventuais consequências da malnutrição na área do cérebro.

Mas, se os danos são mais dramáticos nestas faixas etárias, há um lado menos mau. Dulce Bouça assinala que, nestes doentes, existe uma percentagem elevada de cura. "Cerca de dois terços das crianças e adolescentes com anorexia acabam por fazer uma recuperação boa e permanente. Na população em geral, já constatámos taxas de recuperação na ordem dos 30 por cento. Mas tudo depende do estado da evolução da doença." O tratamento pode durar meses ou anos.

A anorexia faz muitas vítimas. E algumas mortais (as médias internacionais apontam para entre 5 a 10 por cento de óbitos), por colapso do organismo. "Em Portugal, também se morre com anorexia", confirma Dulce Bouça. É a doença mental mais prevalente nas crianças e adolescentes. Sentindo-se incompreendidos e culpabilizados, refugiam-se num mundo só deles.

A Internet já se transformou num local privilegiado para o debate. Há de tudo. Há sítios onde se consegue informação fidedigna, outros nem tanto. Mas há também blogues que se declaram a favor destas doenças. Dulce Bouça admite que são sítios "confusos e complexos", mas onde os doentes podem conversar livremente.

É claro que também podem servir como base de dados para mais dicas para fugir ao controlo dos que os rodeiam. Mas as tais dicas não existem também nas descrições mais científicas da doença? Ou mesmo em notícias como esta?"

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Tive uma anorexia nervosa com crises bulímicas tratada e cuidada no HUC, onde ainda estou a ser acompanhada. Consegui atingir todos os meus objectivos, sou feliz e deixo aqui o meu testemunho em como é POSSÍVEL acabar com todo o sofrimento e dor que esta doença me trouxe.

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