Um testemunho de como é possível destruir esta terrível doença e ser FELIZ!

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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Dias bons

Os dias têm sido muito bons, saio todos os dias e quase não durmo com tanta coisa para fazer. Tenho ido à piscina (privada), conhecido novas pessoas, saído muito, continuo com aulas de condução, continuo a ir todas as semanas a Coimbra às consultas, tenho a leitura em dia e quase que só sinto a doença às refeições. O mais difícil é a altura do mês que estou com menstruação e sinto mais apetite e ando mais inchada. O inchaço continua e parece que engordei mas a médica garante que nada do que eu apalpo é gordura, são tecidos e inchaço.

A minha alimentação continua muito restrita baseia-se em: pão integral, maçãs, sopa, leite e iogurtes, e em 5 dias fiz duas refeições com peixe cozido e tomate. Tenho andado com azia não sei porquê e quando saio à noite e passo mais de 4h sem comer chego a casa e só me apetece comer é horrível.
Não tenho feito evitamentos do género esconder a barriga, por mais que custe!! A médica diz que só assim vou conseguir passar a ver o corpo tal como é. E como me quero “ver” visto o bikini e lá vou eu a correr dar um mergulho hihi  
Ainda custa aceitar que ele possa gostar de mim tal como sou, mas com o tempo vai passar. Gosto cada vez mais dele e faz-me sentir bem e isso é que interessa.

Já me esquecia, já fez um mês que não deito fora! Parabéns a mim.

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Sábado, 5 de Julho de 2008

Sobretudo medo

Estou a passar a melhor fase da minha vida, não me falta rigorosamente nada. Os meus pais estão bem, juntos, vou entrar no curso que mais quero, estou rodeada de Amigos que me adoram, encontrei um rapaz que me quer e faz tão bem e quase que nem sinto a doença (quase que só há hora das refeições) e por mais estranho que pareça não me sinto feliz. Há qualquer coisa que prende e impede. Um medo que paralisa.

Encontrei alguém que gosta de mim, estou a passar momentos únicos com essa pessoa e não consigo sentir-me feliz! Isto dá-me tanta raiva. Porquê tanto medo? Por que não acredito nas coisas boas que me segreda? Por que me sinto à beira das lágrima quando me aperta e protege com aqueles braços fortes? Por que não consigo gostar dele da mesma maneira e que ele merece? Por que não acredito numa única palavra de ternura? Porquê tanto medo, tantos pensamentos melindrosos que me gastam? Quero tanto sentir-me preenchida e livre… Isto desgasta-me, sinto-me muito abatida. Preciso de passar uma noite tranquila, mas nem isso consigo, há tempo de mais. Estou esgotada. Ele não merece. Nem eu, pois...

 

 

Parabéns pelo 21º dia controlada

 

Ele nem me conhece... como pode dizer que gosta de mim? Ai as dúvidas... também elas me desgastam.

Pára por favor!

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

É agora ou nunca

Acabou o descontrolo. Nunca mais me vou autorizar a tal coisa. Se engordar que seja, pelo menos vai através de uma alimentação saudável.

Eu sou capaz de viver sem esta doença. Vou enfrentá-la o tempo necessário até não restar nada. Vou ser dura e implacável. Sou eu que digo as regras. Dia 13 de Junho (sexta-feira 13) é já um marco na minha vida porque foi a último dia que me rendi e entreguei. Não tenho desculpas para voltar a fazer. Neste momento já consigo comer o suficiente para não ficar com fome. Já não vou para a cama com a barriga vazia por mais que me custe. O sono é um bem precioso e se já durmo mal por me sentir tão atormentada o que seria de mim se continuasse a passar as noites acordas por ser teimosa. Até agora serviu de desculpa o facto de ter passado fome nos últimos anos e ainda estar longe do peso ideal (tal como a médica disse são factores que nos levam a ter uma maior atracção pela comida). Mas cabe a mim controlar isso.

Cada dia que passar vai ser uma vitória e vou-me orgulhar por isso. Chega de dar ouvidos à doença e punir-me por não lhe obedecer.

Tenho noção que vai ser dos meus maiores desafios mas também sei que se isto não acabar não vou vencer e basta de adiar. Algum dia tinha de ser e está decidido.

 

Parabéns a mim por ter passado o fim de semana na quinta a ajudar os meus pais e não querer vir para casa.

Parabéns a mim por não me sentir revoltada ao ver a minha mãe regalada a comer um gelado. Uma das perguntas que fazia a mim própria era “porque é que ela pode e eu não?”. Fiquei muito satisfeita com o meu suminho de laranja natural fresquinho.

Parabéns a mim por ter saído já tarde de casa para estar com a minha querida C. Mais do que fazer um favor a mim própria acho que fiz a ela.

Parabéns a mim por ter voltado para a cama e não lhe ter dado ouvidos. Sinto que sou preguiçosa e fraca por me render ao prazer de estar enrolada nos lençóis.

 

Levo uma Margarida no coração.

 

Vou em paz!

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Tive uma anorexia nervosa com crises bulímicas tratada e cuidada no HUC, onde ainda estou a ser acompanhada. Consegui atingir todos os meus objectivos, sou feliz e deixo aqui o meu testemunho em como é POSSÍVEL acabar com todo o sofrimento e dor que esta doença me trouxe.

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