Um testemunho de como é possível destruir esta terrível doença e ser FELIZ!

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Domingo, 29 de Julho de 2007

Derrotada

Neste momento não há nada de bom que faça. Os meus pais gastam 40 euros por semana para ir a Coimbra ao médico e eu não me quero curar, jumbei o ano, não estou no curso que quero, não consigo estudar, pegar nos livros, nem ir ás aulas, portanto não vou conseguir acabar o 1º ano, nem enfrentar os meus colegas que passaram todos. Afastei os meus amigos de longa data que conheço desde o 5º ano (os meus grandes Amigos), deixei de sair à noite e estar com pessoal. Não tenho vontade de sair de casa, engordei e não consigo emagrecer, recuso os convites para sair. Os meus pais andam saturados e ficam doentes de me ver assim.

Eu sei qual é a solução. 

Vejam como eu sou: há 2 semanas que deixei de ir ao médico. Disse que não me queria curar que o meu objectivo é emagrecer e que não valia a pena estar a perder tempo comigo. O psiquiatra foi muito explícito disse que não era nenhum salvador e que ás vezes há pessoas que têm de bater bem no fundo e que só ajudava quem estivesse disposto a ser ajudado. Mas eu não vacilei. Aconteceu mais ou menos o mesmo com a psicóloga que me acompanhava todas as semanas, mas esta foi mais compreensível e menos dura. Assegurou-me que estava ali quando precisasse e despedi-me. Eu não fui capaz de dizer aos meus pais que tinha deixado de ir à médica e continuei a ir a Coimbra para não desconfiarem até que descobriram há 2 dias. A verdade é que eu não fui capaz de dizer aos meus pais, porque não merecem, aliás é um desrespeito para qualquer pai que lutou tanto a vida toda para ouvir de um filho dizer “não quero viver, desisto”. Um pai que faz noites, não tem férias, renuncia de muitos prazer para dar o melhor para a família e uma mãe que todos os dias faz sopa, a melhor comida, tratou de mim sempre que estive doente e no final o que recebem? “Muito obrigada mas para mim chega. Continuem vocês com a vossa vida”.
Estou num dilema...
Mas afinal a vida não é nossa? Não podemos fazer o que quisermos? Costuma-se dizer que a nossa liberdade acaba quando começa a do outro, mas neste caso não interferia.
Sinto-me: desamparada
Publicado por Aninhas às 23:43
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2 comentários:
De andreia fernandes a 9 de Setembro de 2007 às 21:38
agora sim li todos os teus textos,ja tinha feito um comentario e axo que se calhar não fiz um bom comentario.percebo que tens plena consciencia do que fazes e dos danos causados.apesar de saberes que te estas a destruir ,sabes que tas a magoar quem tu amas.eu por exemplo tenho uma amiga que adoro muito e essa amiga vai pelo mesmo caminho que tu...tenho medo,sabes...que fazer?que falar?que lhe dizer?sinto-me impotente,por hoje em dia ja nao termos conversas em comum porque assim ela o axa.essa amiga tem 33 anos 1.65 e tá a usar o n.32 de calças.é vegetariana e é professora de fitness.tem tudo não é?mas ela quer mais,quer ser mais magra,quer voltar a ser miuda,quer voltar a ser reconhecida como uma jovem,diz ela.o que ela não sabe ou não quer saber é que com este comportamenteo se esta a distanciar das pessoas,com o seu comportamento negativo .enfim...que fazer...saber lidar,aprender a lidar,transmitir confiança,não sei...é muito dificil mas uma coisa eu sei...tu reconheces o quão mal te estas a fazer,mas não reages e isso não consigo compreender.espero que consigas chegar a um consenso dentro de ti e que sejas mais forte do que essa doença.beijos e quero aprender mais ,preciso de saber como lidar com a minha amiga
De Aninhas a 10 de Setembro de 2007 às 13:31
Fiquei contente com este comentário. Se leste todos os textos é porque mais do que ninguém queres ajudar a tua amiga e isso vale ouro!
Percebo que seja muito difícil para as pessoas que nos vêem conseguirem compreender. Não fazia ideia do que era esta doença. Eu própria já tive a reacção que todos têm comigo. Já tive uma grande Amiga com o mesmo problema e não soube ajudá-la. Fiz aquilo que todos fazem, criticava-a para que ela abrisse os olhos e saísse daquilo. Agora, sei que devo fazer exactamente o contrário.
Primeiro que tudo é extremamente importante que ela seja acompanhada por profissionais de saúde que sabem! Não sei se ela anda a ser seguida por alguém, mas se não podes começar por aí. Falar com ela, calmamente, sem quereres impor nada. Aos poucos. Só existem profissionais especializados nesta área em Lisboa, Porto e Coimbra. Dão consultas nos hospitais, por isso o preço é o mesmo que uma consulta externa. É demasiado arriscado, numa doenças destas, levá-la a um psicólogo ou psiquiatra da zona que não tem conhecimentos. Porque infelizmente a realidade é essa, eles não sabem! Podem ter muito boas intenções mas ela não pode correr o risco de se sentir enganada, só vai dar mais azo a que ela se sinta mais só e sem saída. Ela mora em que zona do país?
Uma coisa importante não fales para ela como fizeste no primeiro comentário (eu sei que não fizeste com má intenção), porque se vai sentir mais abandonada. Se nós, que temos uma auto-estima tão pobre, nos deitam mais a baixo só pode piorar a nossa situação, não achas? Nós sentimo-nos incompreendidas, sem apoio, desesperadas e vemos o controlo do peso como a única forma de ser feliz. Só aos poucos ela conseguirá sair disso, mas com apoio!
Espero que tenha ajudado, minimamente.
Continua a comentar.
Beijinhos e vai dando notícias. Se quiseres podes adicionar: ana.mia88@hotmail.com e falar comigo.

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Tive uma anorexia nervosa com crises bulímicas tratada e cuidada no HUC, onde ainda estou a ser acompanhada. Consegui atingir todos os meus objectivos, sou feliz e deixo aqui o meu testemunho em como é POSSÍVEL acabar com todo o sofrimento e dor que esta doença me trouxe.

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